Governo de Minas estuda antecipar 13º salário para professores grevistas

10/10/2011 21:23

Integrantes do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) apresentaram nesta segunda-feira (10), ao governo de Minas, uma proposta de antecipação do 13º salário, ainda neste mês, sob alegação de que os profissionais que aderiram a greve estão com o salário cortado há três meses. O Estado acredita que a proposta possa ser viável, mas afirmou que precisa avaliar o impacto da medida nas contas do governo.

A coordenadora do sindicato, Beatriz Cerqueira, afirmou que os professores precisam receber o salário em outubro, mesmo sem ter trabalhado em setembro, por uma questão de “sobrevivência”. Os grevistas retornaram às salas de aula no dia 29 de setembro, após 112 dias parados.

O assunto foi discutido nesta tarde durante encontro de representantes da Secretaria de Educação, Sind-UTE e deputados estaduais. Também foram discutidas férias prêmio de professores que participaram da paralisação. No entanto, o governo avisou que cada caso será avaliado de forma separada.

A discussão sobre a aplicação do piso nacional de R$ 712 no plano de carreira será discutido na próxima segunda-feira (17), quando acontecerá o terceiro encontro entre professores e comissão.

Impasse
Na semana passada o governo de Minas anunciou que não vai ceder às duas principais reivindicações do sindicato dos professores. O pagamento dos dias parados durante a greve da categoria só será feito após a reposição das aulas. As exonerações dos dois diretores e 30 vice-diretores que perderam os postos por terem aderido à paralisação também serão mantidas. O sindicato havia solicitado que o Estado voltasse atrás nas exonerações e pagasse, em outubro, os dias parados, pois os professores estão há três meses sem receber.

Por outro lado, o governo informou que não criará obstáculos para que os designados que aderiram à greve possam se habilitar a novos processos de contratação ainda no decorrer deste ano. O documento contemplou oito itens reivindicados pela categoria.

 

Fonte : O tempo