Polícia Civil investe em treinamento, diagnóstico e novos equipamentos para perícia

05/10/2011 19:13

Cleber Abood, Diógenes Coelho Vieira e Rodrigo Camargos

 

A Superintendência de Polícia Técnico-Cientifica (SPTC), da Polícia Civil de Minas Gerais, apresentou nesta quarta-feira (05/10) uma das 150 maletas com modernos equipamentos e materiais de perícias de local de crime que serão distribuídas para todo o Estado, a partir da demanda dos departamentos de perícia. As maletas – que foram adquiridas a partir de um convênio com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça – serão distribuídas até o final de outubro. O investimento na aquisição dos equipamentos foi de R$ 2,5 milhões.

A apresentação foi feita pelo  superintendente de Polícia Técnico-Científica, Diógenes Coelho Vieira,  pelo diretor do Instituto de Criminalística, Cleber Abood e pelo chefe da Divisão Técnica e Científica, Rodrigo Camargos.

As 150 maletas contêm 42 itens, entre eles, máquina fotográfica, netbook, reagentes de sangue e drogas, trenas eletrônicas, GPS, luvas, óculos especiais, material para coleta de impressões digitais e para isolamento de área. Com os novos equipamentos, peritos criminais de todo o Estado terão à disposição um kit com o material necessário para detectar e coletar vestígios como sangue, saliva, fio de cabelo ou impressões digitais.

Cerca de 70 peritos do interior e parte dos localizados em Belo Horizonte já foram devidamente treinados para utilizar os equipamentos e materiais contidos nas maletas. “Eles atuarão como multiplicadores, ensinando o que aprenderam para os colegas”, informou Diógenes Coelho Vieira.

O superintendente informou ainda que a Polícia Civil de Minas está investindo outros R$ 3 milhões somente em equipamentos para a realização de perícia criminal no Estado. Além dos kits de perícia, já foram adquiridos dois microcomparadores balísticos, usados para exames em projéteis disparados e eventual associação com armas de fogo.

“Esses equipamentos irão agilizar muito o trabalho dos peritos criminais. O tempo que gastavam para deslocamento até o laboratório em muitos casos não será necessário, já que estarão com o equipamento em mãos. Com o netbook, por exemplo, os dados serão lançados no sistema do local onde a pericia foi realizada”, enfatizou Diógenes Vieira.

Foram adquiridos ainda outros equipamentos de laboratório, como cromatógrafos, utilizados para diagnosticar substâncias químicas como drogas. Uma das prioridades, segundo o superintendente, é a aquisição de equipamentos para proteção individual dos peritos. Outros quatro geradores de energia elétrica foram adquiridos e serão entregues em Belo Horizonte, Montes Claros, Juiz de Fora e Poços de Caldas.

Treinamento dos peritos

A Polícia Civil tem investido também em treinamentos e cursos de atualização para os peritos criminais. Apenas em 2011, foram destinados R$ 150 mil para treinamento dos profissionais da área de perícia criminal.

Desde 2008 é desenvolvida também uma parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), que permite um treinamento continuado de peritos e legistas. A iniciativa permite que os profissionais permaneçam atualizados e em constante aprendizado.

Todos os peritos da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), por exemplo, já têm assinatura digital e estão sendo treinados para inclusão de todos os laudos no sistema informatizado da Polícia Civil denominado PCNET. “Essa inclusão digital dos dados possibilitará uma maior rapidez na entrega dos laudos, com a redução de  30% no prazo”, afirma Diógenes Coelho. Segundo ele, o projeto-piloto da RMBH será replicado nas outras 17 regiões de segurança do Estado.

Diagnóstico da perícia criminal

A aquisição de equipamentos e o treinamento dos peritos criminais têm sido feitos com base em um inédito e detalhado diagnóstico realizado pela Superintendência de Polícia Técnico-Científica, que permitiu levantar a situação e as principais demandas da perícia criminal em todas as regiões do estado.

O levantamento revelou que, em 2010, foram realizadas 230 mil perícias em todo o Estado – cerca de 30% a mais do que no ano anterior. Para isso, os peritos criminais tiveram que percorrer cerca de 1,5 milhão de quilômetros. O diagnóstico detectou, por exemplo, que 44% das perícias criminais são relacionadas com drogas. “Sabendo onde a demanda é maior e quais os tipos mais frequentes, é possível fazer uma alocação mais racional dos recursos humanos e dos equipamentos”, afirma o superintendente Diógenes Coelho Vieira.

De acordo com o superintendente, todos os equipamentos têm sido adquiridos e distribuídos conforme a avaliação dos locais onde prevalece a criminalidade, seguindo o planejamento estratégico, que foi baseado em um relatório gerencial onde constam todos os serviços executados pela perícia criminal do Estado. “Isso permite que a partir de um resgate histórico, a Polícia Civil consiga melhorar a qualidade do serviço oferecido em todas as unidades”,

 

Fonte: Agência Minas