Câncer de mama está no topo das mortes

17/09/2011 18:49

De 2008 a 2011, 185 mulheres morreram da doença em Juiz de Fora, sendo 40 somente neste ano

  Exame preventivo das mamas é uma forma de surpreender o câncer

 

JUIZ DE FORA – Levantamento da Secretaria de Saúde de Juiz de Fora, na Zona da Mata, revela que, no período de 2008 a 2011, o câncer de mama representou 17% das 1.087 mortes por neoplasias entre as juiz-foranas. A doença causou 185 óbitos, sendo 40 somente este ano. Já os cânceres ginecológicos seguem na vice liderança do ranking, respondendo por 11,8% das mortes entre as mulheres acometidas por neoplasias na cidade.


O de ovário está em primeiro lugar entre os cânceres ginecológicos, com 44 óbitos. Em seguida aparece o de colo de útero, com 37 casos notificados nos últimos quatro anos. Entre as causas gerais de óbito na cidade, segundo a secretaria, o câncer é a terceira principal, perdendo apenas para o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC).


"O exame preventivo é uma forma de surpreender o câncer antes que a doença se torne invasora", destaca o ginecologista e chefe do Departamento de Saúde da Mulher (DSM), Elídio Fábio Goulart de Lana. Os cânceres ginecológicos são os de colo uterino, corpo do útero, ovário, vulva, vagina e trompa, e apresentam sinais e sintomas segundo a sua localização.


"De acordo com o Ministério da Saúde, a cada 100 mulheres que realizam o preventivo, três apresentam alterações no resultado do exame", afirma. O especialista diz que o câncer de colo uterino, por exemplo, pode ser detectado em exames preventivos e, diagnosticado precocemente, apresenta até 100% de cura.


"Apesar de este câncer apresentar incidência relativamente elevada entre as mulheres, possui fácil visualização e detecção, ao contrário do câncer de ovário", enfatiza.


O preventivo inclui exames clínicos das mamas e mamografia para a mulher acima dos 50 anos ou com histórico familiar da doença; da vulva; exame especular da vagina e do colo do útero com coleta de material para exame citopatológico (Papanicolau) e o toque ginecológico que avalia o corpo do útero, as trompas e os ovários.


"Prova maior sobre a eficácia do exame preventivo é o baixo índice de mulheres que desenvolveram o câncer de colo de útero nos países desenvolvidos", observa Lana.


Segundo o Ministério da Saúde (MS), o intervalo entre os exames deve ser de três anos. "Apesar de o MS preconizar esse tempo, orientamos que o mesmo deva ser feito anualmente, já que o exame pode apresentar 25% de falsos negativos", ressalta o especialista.

 

Fonte: Hoje Em Dia